sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

O Urso e a Panela

Certo dia, recebi essa mensagem de um amigo muito querido que na época era meu Supervisor (Italo Neves). Achei linda e copiei na agenda.
Ela nunca havia feito tanto sentido como agora...
Há momentos em que precisamos deixar o tempo agir e nos mantermos em silêncio... Para nos reconstruirmos, permitir que a mente raciocine em harmonia e caminharmos para a frente !!
Quando algo nos faz sofrer, devemos largar a panela!!


Anos depois releio esse email e vejo que ele resume exatamente o meu momento atual e serve de lição para todos nós, por isso gostaria de compartilhar …. Leiam com atenção e coração aberto:

Certa vez um urso faminto perambulava pela floresta em busca de alimento. A época era de escassez, porém seu faro aguçado sentiu o cheiro de comida e o conduziu a um acampamento de caçadores. Ao chegar lá, o urso, percebendo que o acampamento estava vazio, foi até a fogueira ardendo em brasas e dela tirou uma panela de comida, abraçou-a com toda a sua força e enfiou a cabeça dentro, devorando tudo.
Enquanto abraçava a panela, começou a perceber algo lhe atingindo. Na verdade, era o calor da panela: ele estava sendo queimado nas patas, no peito e por onde mais a panela encostava.
O urso nunca havia experimentado aquela sensação. Então, interpretou as queimaduras pelo seu corpo como uma coisa que queria lhe tirar a comida.
Começou a urrar alto. E, quanto mais alto rugia, mais apertava a panela quente contra seu imenso corpo. Quanto mais a tina quente lhe queimava, mais ele a apertava e mais alto ainda rugia.
Quando os caçadores voltaram, encontraram o urso recostado a uma árvore próxima à fogueira, segurando a panela. O urso tinha tantas queimaduras pelo corpo que a panela colou nele. E, mesmo morto, ainda mantinha a expressão de estar rugindo.
Quando terminei de ouvir esta história, percebi que, em nossa vida, por muitas vezes abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes. Algumas delas nos fazem gemer de dor, nos queimam por fora e por dentro, e mesmo assim, ainda as julgamos importantes e queremos perto. Temos medo de abandoná-las e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento, de desespero. Apertamos essas coisas contra nossos corações e terminamos derrotados por algo que tanto protegemos, acreditamos, lutamos e defendemos.
Tem horas que é necessário reconhecer, que nem sempre o que parece salvação vai nos dar condições de prosseguir.
Tenhamos a coragem e a visão que o urso não teve. Tiremos do nosso caminho tudo aquilo que faz nosso coração arder.
Nesse momento, com muita dor no coração e o corpo todo queimado ( mas ainda viva ), solto a minha panela


Linda noite a todos !!

Vivi

domingo, 21 de novembro de 2010

Se eu pudesse conversar com Deus

 

Eu hoje estou tão triste
Eu precisava tanto conversar com Deus
Falar dos meus problemas
também lhe confessar tantos segredos meus
Saber da minha vida e perguntar porque ninguém me respondeu
Se a felicidade existe realmente ou é um sonho meu

Meu Deus não sei rezar perdoe por favor
Perdi meu tempo aprendendo a amar
Alguém que nunca soube o que é o amor

Eu sei que é impossível, mas eu queria tanto conversar com Deus
Nestas horas tão tristes só Deus me ajudaria a esquecer você
Mas sei que estou errado sou eu quem devo meus problemas resolver
Meu rosto está molhado de lágrimas cansadas de chorar por você.

(Nelson Ned)

sábado, 20 de novembro de 2010

 

 

Quando me amei de verdade

 

Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer
circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento
exato.
E, então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome...
Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que a minha angústia,
meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra as minhas verdades.
Hoje sei que isso é...
Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de...
Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada.
Inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é... Respeito.

Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo
que não fosse saudável ...
Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início, minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama...
Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer meu tempo livre e desisti de
fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.

Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu
próprio ritmo.
Hoje sei que isso é... Simplicidade.

Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e, com isso,
errei muito menos vezes.
Hoje descobri a...
Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me
preocupar com o Futuro.

Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.

Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente
pode me atormentar e me decepcionar.

Mas quando eu a coloco a serviço do meu coração,ela se torna
uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é.... SABER VIVER ! ! ! ! ! ! ! ! ! !

Não devemos ter medo dos confrontos...
Até os planetas se chocam e do caos nascem as estrelas."


(Charles Chaplin)